sexta-feira, novembro 06, 2009
segunda-feira, outubro 19, 2009
terça-feira, outubro 13, 2009
Hoje é um daqueles dias em que me apetece fazer alguma coisa mas eu não sei o que é.
(Já descobri: Preciso de Urbanidade).
domingo, outubro 11, 2009
Vento II
Há um sítio aqui perto de casa onde o vento tem um percurso especial. Parece que foge, mas volta sempre ao mesmo ponto. É diferente do normal, este vento. Cruza uns arcos e brinca com as folhas que por ali andam, não conseguem estabelecer-se num bocadinho de chão: assim que se separam umas das outras para respirar melhor, vem este vento-criança e junta-as todas outra vez em montes, corre no meio delas a dar pontapés no vazio para vê-las voar. No corredor estreito que vai de um espaço amplo ao outro, esse vento tem quase vida e vontade. Eu gosto de ficar ali com ele um bocadinho. Entra-me nos ouvidos - já falei aqui do quanto gosto disso. É bom antes de ir dormir, às vezes acontece que consigo mesmo ficar de cabeça vazia - só com vento - e aí dá para dormir sossegada. Eu gosto muito de vento, de facto. Gosto das ruazinhas com vento. Gosto do meu cabelo com vento. Gosto de estar parada com vento. E de andar com vento. E da praia com vento - e uma camisola. E gosto do vento do lado de fora das janelas.
Eu gosto destas coisas.
domingo, outubro 04, 2009
quinta-feira, setembro 24, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
sábado, setembro 19, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
Duas Palavras Preferidas
Canvas*
Maintenantª
* Tela, em Inglês
ªAgora, em Francês
É meramente fonológico.
terça-feira, setembro 08, 2009
Querido Avô
O que hoje começa é por si - e, por isso, para si.
Descobri imensas coisas desde então que nem imaginei serem possíveis, acho que ia ficar orgulhoso. Quem mais sabe disse: Você vai ser quem mais sabe sobre esse assunto. E quem mais sabe deu-me de presente o saber que não tenho de perder uma para evitar a outra. Não achava possível, mas é, imagine!
Vai estar comigo nestes tempos, mais ainda do que normalmente, vai ajudar-me a ver o lado mais Humano desta Ciência. Sim, acho que é isso.
É por si, Avô. Obrigada.
Vera
segunda-feira, setembro 07, 2009
Então é o seguinte
é voltar a casa e à vida retemperada e com as convicções reforçadas
é querer que o Caminho se manifeste em tudo de mim
é acreditar que recomeço diariamente e que afinal não é sozinha
é sentir que vou pela estrada certa e que há muito e bom que palmilhar
é encontrar o que traz alegria
é perceber que é mais simples do que eu pensava
é distinguir entre o que quero e o que me apetece
é dar uma oportunidade ao que pensei não querer mais
é isto.
é querer que o Caminho se manifeste em tudo de mim
é acreditar que recomeço diariamente e que afinal não é sozinha
é sentir que vou pela estrada certa e que há muito e bom que palmilhar
é encontrar o que traz alegria
é perceber que é mais simples do que eu pensava
é distinguir entre o que quero e o que me apetece
é dar uma oportunidade ao que pensei não querer mais
é isto.
quinta-feira, junho 25, 2009
O Tempo
Hoje recebi notícias que me deixaram a explodir de contente. Não são minhas, mas são uma alegria, indiscutivelmente.
E depois disso fiquei a pensar nas coisas em que já andava a pensar mas não sabia. Só chamei a minha própria atenção para o facto de já estar a pensar nisso. Sempre, pois.
Porque o que penso todos os dias e digo todos os dias (hoje disse duas vezes a duas pessoas diferentes) é que a minha vida é um espectáculo! Mesmo! A minha vida, os meus dias, a minha casa, o meu trabalho que adoro, o meu curso, de que gosto ainda mais, e tudo o que vejo que está a vir ter comigo agora. Que, na verdade, não vejo, porque se olhar conscientemente para os tempos daqui a uns tempos, não há nada de definido a acontecer, não que nada esteja a acontecer nesse tempo, mas nada que eu possa prever.
Está tudo a acontecer mas tudo para acontecer, e isso é ainda mais maravilhoso, mas muito muito mais assustador, porque se um dia acordo e não me parece ter assim tanto para agradecer (e é inegável que esses dias existem), vou agarrar-me é ao "não posso prever", ao "não tenho nada definido" e ao "e agora?".
É essa a minha principal luta, e a minha força está em ganhar a esses dias.
Notícias como a de hoje dão-me a certeza de que estou realmente a fazer o meu caminho - no sentido de construir o meu caminho - e de que esse caminho é tão bom como este Agora em que estou tão deslumbrada.
Há uma parte de mim que é minúscula, ainda, que abraça todo este encantamento, talvez seja essa parte mais ou menos nova que me tira o outro medo, porque nada mete mais medo do que uma parte minúscula que abraça a vida inteira. E, caramba, tem uma capacidade de multiplicação que pode tornar-se incontrolável, mas que maravilha! E que medo. Enfim (possivelmente, foi só por causa desta parte minúscula que vim aqui escrever isto, acho que me apetecia escrever sobre ela mas não sabia como começar).
Ah, ia-me esquecendo: a minha vida é um espectáculo!
quarta-feira, junho 17, 2009
domingo, junho 14, 2009
sábado, junho 06, 2009
O Bernardo e o Martim
O Bernardo e o Martim iam inventando brincadeiras enquanto a Mãe esperava na fila do supermercado, porque era Sábado e estava imensa gente. A Mãe respondia às perguntas deles com a descontracção de uma mãe de dois filhos, quase três. As pessoas à volta não conseguiam deixar de olhar e ouvir as perguntas daquele miúdo de cinco anos: Oh Mãe, sabe quantas ovelhas são precisas para fazer mil camisolas? Mil! E a Mãe: A sério, Bernardo? Uma ovelha para cada camisola? E o Bernardo hesitava um bocadinho, mas acreditava que a Mãe tinha razão - porque tinha sempre. O outro miúdo, o Martim, olhava distraidamente para as prateleiras cheias de cores mesmo ao pé das caixas do supermercado, mas nem refilava ao primeiro Não! da Mãe. Era muito mais independente do que o irmão mais velho, não fazia tantas perguntas e nem lhe ligava grande coisa. Tinha quase três anos, cabelo cor de palha grosso e óculos. Sempre que o Bernardo se chegava muito para cima dele, devia ser de propósito, dizia: Não me empuuurreees!!! E continuava a brincar sozinho, a falar sozinho, a interpretar todas as personagens das histórias que inventava. Cantava músicas e baloiçava-se nos ferros da caixa, com a Mãe a ver e o irmão a querer fazer o mesmo. - Não me empuuurreees!!! O Bernardo e o Martim não eram parecidos mas estavam vestidos de igual, e tinham dois anos de diferença. E a Mãe ia ter mais um bebé, se calhar uma rapariga, depois temos de ajudar a Mãe e não fazer barulho quando o bebé nascer, senão a Mãe fica cansada e quando fica cansada a Mãe zanga-se.
O Bernardo e o Martim deixaram uma série de senhoras nas caixas do supermercado cheias de vontade de ter filhos.
quarta-feira, maio 13, 2009
Há alguns dias em que me apetecia ter assim um botão de desligar em que só eu é que podia carregar, e podia carregar sempre que quisesse, que ninguém ia saber. Se eu quisesse, podia passar o dia inteiro on-off-on-off etc, conforme me apetecesse.
Sempre que eu quisesse, ou que precisasse, gostava de poder desligar o meu coração, assim só um bocadinho, porque às vezes parece que ele está vazio e perdido, e depois ligá-lo outra vez quando há coisas que querem entrar e não conseguem - e depois quando entram, ocupam o espaço todo do coração e todo o espaço ao lado dele, e eu sinto-me pequenina demais para tantas coisas, parece que não cabem.
Nestes dias de ultimamente, em que quando saio de casa não sei se hei-de usar botas da chuva ou óculos de sol, em que chove ao mesmo tempo que faz sol e em que a luz fere os olhos mas nunca é suficiente, dava mesmo jeito esse botão que estou a pensar inventar. É que há dias em que essa chuva e esse sol que não se decidem entram dentro desse coração e trazem as coisas com eles, e eu não consigo decidir se aperto o casaco ou se prendo a camisola à cintura.
Há assim uns dias em que parece que o meu coração se transforma em pulmões e respira, ora fica muito muito pequeno e dói um bocadinho, ora fica cheio cheio e também dói, mas de outra maneira.
Quando é assim, gostava de poder sentar-me na bordinha do passeio, ouvir a música que inesperadamente está por ali, não pensar em nada nem sentir nada nem querer nada nem precisar de nada - como fiz hoje ali em cima.
quarta-feira, abril 15, 2009
Querido Deus
Hoje, de presente de anos, gostava de ter Sol. Um sol quentinho para poder usar o vestido de alças e estar ainda mais contente pelos 24. Sff.
Obrigada, e obrigada por hoje
Vera
Obrigada, e obrigada por hoje
Vera
terça-feira, abril 07, 2009
Sim, eu sei que a culpa é minha.
Estou presa ao que acredito ser a vida e não consigo ver para lá disso?
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