terça-feira, abril 24, 2007

ERASMUS



É verdade!! É mesmo verdade. Nem quero acreditar que vou viver um ano em Paris, CAPITAL DO MUNDO!! A Gui, tão querida, mesmo antes de saber que a resposta era sim, trouxe-me um livro-guia de Paris, mesmo giro, muito completo. É folhear o meu livrinho novo e ver-me a passear nesta cidade, rua por rua, museu por museu, conhecer Paris melhor do que conheço Lisboa.

Tudo o que eu queria, mesmo o que eu estou a precisar: sair deste mundo do tamanho de uma noz, descobrir, melhor ainda do que com o Brasil e Stuttgart, que o mundo é imenso e há milhões de pessoas para encontrar, para eu conhecer. Claro que ao mesmo tempo estou assustada (o mundo é tão grande, assusta mesmo!!), mas tenho a certeza que vou ser capaz, que vou ser mesmo crescida, que vou CRESCER. Tanto! Este é o meu sonho. Já começou a realizar-se. Estou feliz (ainda por cima o meu carro voltou hoje da oficina, está lindo outra vez!).

Paris, até já!

segunda-feira, março 26, 2007

- Do you love her?

- I don't know.

- It's good that you're trying. You wouldn't be you if you weren't the kind of person who's trying to make it work.

- Do you think so?

-Yeah! Means I wasn't wrong about you.

sábado, março 10, 2007

Siri Hustvedt


Aquilo Que Eu Amava
Nunca li um livro que me fizesse ter tantas insónias. Noites e noites sem dormir, a pensar. Uma enorme vontade de criar - plasticamente: eu não pinto nem produzo arte. Mas todas as noites fechei o livro a imaginar telas que poderia pintar.
Fala sobre o Amor - várias formas diferentes de amor - e Perda.
A perda das raízes no Holocausto. A perda do Amor incondicional, que arrasta o amor-paixão para o ódio e depois o vazio. Um amor devaneio que continua a ser o nada - uma alma fraca, as cores de uma personalidade cinzenta que se vão esbatendo. Um amor descoberto e desenvolvido, destruído pela desconfiança. A Morte na Amizade profunda entre dois homens.
Por fim, o Amor de sempre, o verdadeiro, confessado no calor da discussão e não correspondido.
New York.A arte liga todas as personagens. Tríade artística: Criador, Modelo, Espectador. É o triângulo que se mantém ao longo de toda a história, mesmo depois da morte.
A criação lembra-me a minha irmã Filipa: estórias contadas em cubos; poderiam ter sido pensadas por ela.
Epidemias sociais ao longo da História.
Li este livro em duas semanas, parece que estive a lê-lo a vida inteira. Foi aqui que nasceu a minha decisão por Paris. Foi esta história que me atraiu para os "Contos de Fadas": o que está por trás de cada história? O livro que vou começar a ler amanhã foi comprado há quatro dias, só por causa desta inspiração para estudar a "moral da história".
Livros que levam a livros.
Cresci nestas duas semanas. Descobri Aquilo Que Eu Quero Amar. Sem pensar especialmente nisso, agora sou capaz de dizer que toda a actividade criativa em Aquilo Que Eu Amava manteve o meu cérebro a funcionar mesmo quando não estava a ler, a planear tudo o que eu quero fazer, tudo o que percebi que posso perfeitamente fazer: estudar qualquer coisa só pelo curiosidade de conhecer, viajar sozinha, viver numa capital europeia muito cosmopolita, conhecer primeiro a minha cidade - não só a escola, não só a noite, não só o metro: aquilo que visita quem vem para conhecer).
É tudo isto que me vai fazer crescer, tornar-me na mulher que quero ser.
Não sei se é um exagero, não sei se tem a ver com uma fase qualquer por que esteja a passar, mas foi dos livros mais inspiradores que li até hoje.
Foi a primeira vez que chorei no comboio, sem reservas, por causa de um livro.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007


Sim, é verdade! Hoje eu declarei o manifesto anti-dia-dos-namorados. E nem tem nada a ver com anti consumismos. Foi quase quase anti namorados, mas como até ja fui acusada de insegurança por dizer que detesto gente feliz e apaixonada (quem não detesta??), decidi contrariar esta ideia. Eu até posso ser insegura, e claro que estou a brincar quando digo que não gosto de pessoas felizes. Há quem possa não acreditar, mas eu tenho muito amor. A sério, tenho verdadeiras paixões por imensa gente!
Amo a Mãe e o Pai, amo as minhas irmãs, I., F., M., L., cada uma da sua maneira, nenhuma mais do que outra (amo um embrião de 3 meses e meio de que já conheço o perfil, é um amor!!). Amo duas avós, T. e M., e respectivos maridos, o avô D. e o avô C. que está no céu. Amo tios e primos de maneiras diferentes e também com intensidades diferentes, confesso. Mas não excluo nenhum (e as iniciais são mais que muitas!). Amo as duas pessoas que equilibram, de fora, o meu ecossistema: L. e tio D.
Amo os meus amigos! Mas tanto tanto!! M., G., P., B., A., M., PD., E., D., S. e I., por mais tempo que passe e distância que acumule, F., a mesma coisa, S., MJ. Adoro todos! Amo os meus ex-namorados, por muitas lágrimas que me tenham deixado - ou eu a eles -, por tudo o que aprendi com a passagem de cada um na minha vida. Amo até os meus inimigos: às maldades, eu respondo com Amor!
Amo a Vera que sou! Posso dizer isto com toda a segurança, adoro-me! E adoro esse amor que me tenho, porque é ele que me deixa gostar tanto de todas as pessoas que adoro.
Bom dia dos namorados para todos

quarta-feira, janeiro 17, 2007


[VAZIO]
não é um problema

quinta-feira, novembro 30, 2006

Um dia acordo e já não estás ao meu lado. Nem sequer no meu coração. Saímos da vida um do outro ao mesmo tempo, sem uma explicação. De quem foi a escolha?
Como é que ontem eras tudo e hoje és pouco menos que nada? Não percebo o Amor, nunca percebi este amor. Nunca encaixámos, e no entanto foi perfeito. Fica o cheiro dos dias vazios nos braços um do outro, fica o calor do teu cigarro nas páginas do meu livro. Fico eu nesta casa enorme de silêncios e flores nos vasos, onde não fazes falta, mas que não é a mesma sem ti. Nem eu sou a mesma. Mas não sou pior, nem mais triste. Apenas diferente. Acabou o Amor, acabou o diálogo, acabaram os silêncios que bastavam entre nós. Acabou. Não me esqueças, vais estar sempre no meu coração, sem dor e sem nada, porque o que acabou em mim acabou ao mesmo tempo em ti. Simplesmente, sem explicação. Foste embora e agora acordo e não estás aqui ao meu lado. Tenho saudades do teu cabelo despenteado na almofada, mas é só. Talvez um dia voltes e tudo volte contigo. Não vou pensar nisso. Agora quero arrumar numa gaveta as tuas fotografias e os teus retratos de mim. Não me vejo como me vias, nunca fui o que pintavas. Não voltarei a ser.

Os Homens da minha Vida

Vejo-te como um Homem desde antes de o seres. Foste o único durante anos, e continuas a sê-lo. Sempre ausente e, no entanto, tão presente. A brincadeira do dá-e-tira é uma constante contigo, sempre foi. És um desconhecido. Não sei o que te motiva, e tenho medo demais de vir a saber. Desejas-me, mas não me queres. Tal como eu a ti.


És o amigo mais querido, e também o mais ausente. Fisicamente, só. És uma gargalhada contante, e é nisso que me tansformo quando estou contigo. Adoras-me e admiras-me, mas na verdade, quase não me conheces. Nem eu a ti. És platónico e, portanto, perfeito. Estás na minha vida desde sempre, vais estar para sempre. Quero ser igual a ti, mas não sou nem vou ser, porque tu és pureza.


Amas-me e admiras-me como ninguém, sou o teu maior orgulho, a tua obra. Foste o meu herói até deixares de o ser, e depois do ódio voltou o amor incondicional, mas recheado de amizade cúmplice. estás longe, e isso custa-te, adoras quando aí vou. Finges que não percebes as minhas motivações, mas eu sou igual a ti, por isso conheces-me melhor que a ti mesmo.


Foste o amor-ódio de anos, e continuas a ser. Amas-me, mas não me respeitas, por isso nunca mais me terás. Tomaste-me por garantida, e isso traiu-te, e afastou-me de ti. O meu maior sempre foi ajudar-te, mas nunca deixaste, por isso nunca vais mudar. Na verdade, continuas a ver-me como tua. Não percebes que nunca fui. Só quero que sejas feliz. Não és. Sou melhor sem ti.


Somos tão diferentes, e tu vês essa diferença, que me faz ser arrogante sem to mostrar - mas conheces-me tão bem! Acreditas no meu valor, que não conheces. Adoro-te e tenho saudades todos os dias, apesar de nem sempre conseguir mostrar.


Foste o primeiro dos primeiros, e hoje não nos conhecemos. És um estranho, eu sou uma desconhecida. Não foi por quereres, mas és fraco demais para assumires que tens saudades minhas, que fui importante, e que a minha amizade te faz falta. Não me lembro de ti, mas acima de tudo, já me esqueci de Nós. Tu também, provavelmente.


És desejo, és acaso, és intenso. Nunca funcionou quando combinámos, e isso libertou-me do sentimento que teria surgido. Não te conheço e não me conheces, mas não me resistes, eu a ti menos ainda. Penso em ti porque me apetece, mas não pensas em mim. Quero encontrar-te, mas não quero, porque sei até onde iremos. E não quero. És a casca que eu quero, a força, o abraço não sentido. Foste verão e noites quentes de cabeça fria. Agora não és nada, mas só até à próxima vez. Eras nada, agora és Homem.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Vem fazer parte do meu mundo!
Vem comigo fazer coisas que não farias com mais ninguém, vem apanhar pêssegos maduros e subir às árvores. Vem comigo fazer um pic-nic nas rochas e depois continuar a subir até ao castelo, entrar pela muralha.
Podemos ficar acordados até tarde a ver filmes e a fazer bolachas. Vem passar tempo comigo.
Veste uns calções e vamos correr ao pôr-do-sol, quando já não está tanto calor. Quero ficar ao teu lado, deitada na relva a ler e adormecer ao sol.
Escreve uma música para mim e vamos cantá-la os dois. Dança comigo na Lua cheia, faz-me voar.
Deixa-me cortar-te o cabelo e faz-me massagens nas mãos.
Vem, entra na minha vida! Melhor ainda, vamos construir uma vida para os dois, com flores e conchas espalhadas pela casa, livros até ao tecto e janelas abertas.
Dás-me um beijo na testa e dizes Adoro-te quando estou quase a dormir. Eu fico a ver a tua respiração descansada enquanto adormeces.
Vamos de bicicleta comprar pão e pões-me uma flor no cabelo. Depois fazemos uma corrida e deixas-me ganhar, que querido!
Abraça-me! Abraça-me para sempre no teu abraço infinito, enche-me do teu peito, não me deixes fugir dos teus braços enormes. Eu também não quero, não quero sair daqui nunca mais.
Vamos viver aqui para sempre, juntos para sempre.

Acreditas em princesas?

sexta-feira, agosto 18, 2006

Novo Passo em Frente

Agora que finalmente percebi, posso andar para a frente - este é que é o meu Passo. Não faz mal que todos os castelos tenham caído por terra, porque eram tão ilusórios, tão criados só por mim, que agora posso levantar-me e recomeçar a construir. Mais forte, mais crescida. Cair faz bem, e se nos levantarmos sozinhas é sempre tão mais positivo! Não preciso de muito para me iludir, mas uma coisa é ilusão, outra coisa, muito diferente, é estupidez. E eu não sou estúpida. Estou contente. O verão faz-me bem. Boas férias para todos! As minhas estão óptimas!
[Retornada do Baleal]

quarta-feira, agosto 02, 2006

DO I EVER CROSS YOUR MIND?

segunda-feira, julho 31, 2006

O Amor no Verão

- Podias ser um querido e ir buscar um copo de água à tua menina.
- Amas-me?
- Tanto.
- Como?
- Quando não estás fico assim com uma espécie de sede.

terça-feira, julho 18, 2006

Good Will Hunting


Sean: So what do you really want to do?
Will : I wanna be a shepherd.
Sean: Really.
Will : I wanna move up to Nashua, get a nice little spread, get some sheep and tend to them.
Sean: Maybe you should go do that.


Porque é que eu tenho tanto a certeza que, se fosse para as montanhas pastorar ovelhas (que é como quem diz, dedicar-me, de uma vez, à jardinagem, ou à cozinha), seria muito mais feliz do que sendo uma psicóloga organizacional bem sucedida? Como é que posso sequer vir a ser bem sucedida a fazer uma coisa de que não gosto, em que não acredito? Porque é que estas dúvidas só se materializam nesta fase, em que já está quase tudo feito?................................................................Não tenho respostas.

segunda-feira, julho 17, 2006

Superstição

333
visitas ao meu blog
(Será que quer dizer alguma coisa?)

quarta-feira, julho 12, 2006

12 de Julho
Há gente que fica na História da História da gente

terça-feira, julho 11, 2006

Leaving Las Vegas

Sera: Don't you like me, Ben?
Ben Sanderson: Sera... what you don't understand is - no, see, no. You can never, never ask me to stop drinking. Do you understand?
Sera: I do. I really do.
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Ben Sanderson: We both know that I'm a drunk. And I know you are a hooker. I hope you understand that I am a person who is totally at ease with that. Which is not to say that I'm indifferent or I don't care, I do. It simple means that I trust and accept your judgment.
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Amor incondicional. Aceitação gratuita. O amor está acima de qualquer preconceito, aceitam-se e amam-se, apesar de ela ser prostituta e ele alcoólico. Melhor filme dos últimos tempos! (Obviamente, sem esquecer a banda sonora inacreditável!! Sting a cantar Jazz... Imperdível!)
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(peço desculpas pelo calão, mas a cena é boa demais para me preocupar muito com isso!)
A vida é feita de encontrões


Esta frase, ouvida no meio de uma noite do mais estranho que há, em que tudo aconteceu, além de me fazer rebolar a rir (e de estar perfeitamente contextualizada), deixou-me a pensar. A Vida é, de facto, feita de Encontros. Posso passar os dias à procura daquilo que quero, mas é no momento em que descanso dessa procura que as coisas surgem. Encontros casuais, são sempre os mais ricos. Não sei se é na surpresa que encontro essa especificidade, não sei se é no facto de não terem sido criadas quaisquer expectativas. Não sei. Gosto de encontrar alguém de quem gosto muito, por acaso, ao fim de não sei quantos anos. Gosto de encontrar uma peça de roupa esquecida. Gosto de encontrar aquele livro que não havia em livraria nenhuma na estante de casa da minha avó, early edition. Sim, eu procuro demais. Vivo a sonhar com o que quero, vivo a construir os meus castelos no ar, que acabam sempre por ser castelos de areia: uma ondinha de nada e desaparecem (ou simplesmente, nem chegam a concretizar-se..). Passo a vida a inventar histórias na cabeça, autênticos diálogos pré-concebidos, e para quê?? As coisas nunca são como imaginamos! A vida é feita de encontros. E todos os dias acordo, e assim que começo a imaginar qualquer coisa tento obrigar-me a ser racional, digo a mim mesma que não vale a pena, nunca será dessa maneira. Mas insisto e insisto e a imaginação fala mais alto! Sempre. Páro. Respiro. Repito a mim mesma "não vale a pena". Respiro outra vez. Abro os olhos e é a realidade que está à minha volta. Mas rapidamente volto ao ponto de partida, e a vida é outra vez um sonho criado pela minha imaginação que, coitada, não descansa. Preciso de abrandar. Preciso de tempo.

Afinal, a vida é feita de encontrões.

domingo, julho 09, 2006

Parabéns Blog!

O meu Passo faz hoje um mês de vida! Parabéns! Adoro este blog, adoro ter um espacinho virtual onde deito um bocadinho de mim. Tenho pena, mas não lhe tenho dedicado tanto tempo como gostaria, e dou por mim de vez em quando com uma ânsia inacreditável de escrever, mas sem saber muito bem o quê... Isto não é bom! Voltando ao Blog e roubando uma ideia à Inês, o meu Passo é como se fosse o meu tamagochi, que de vez em quando tem de ser alimentado, tem de ser tratado. Gosto desta ideia. Parabéns Blog!

quinta-feira, junho 29, 2006


No instante em que desapareceram as luzes artificiais e turísticas que enchem este canto, milhões de estrelas apareceram de repente. Afinal Cascais ainda é uma aldeia de pescadores sossegada. Claro que a ilusão durou pouco tempo, mas foi o suficiente para lembrar que há coisas que não se perdem.

segunda-feira, junho 26, 2006

Portugal-Holanda

Ontem Portugal ganhou à Holanda e Lisboa encheu-se de carros, buzinas, bandeiras e cachecóis verdes e encarnados. Adoro esta cidade assim. Parece que de repente ficámos todos muito amigos. O futebol aproxima. Tem piada.

Welcome Back

Vale a pena passar uma hora sentada nas chegadas do aeroporto de Lisboa. É uma pequena fábrica de emoções.
As pessoas olham, expectantes, a ver se aquela sombra que está agora a aparecer é de quem esperam. Toda a gente espera... pais que esperam pelos filhos,irmãos, rapazes que esperam por - presumo - namoradas...
Quem chega vem sempre a rir. Sim, o voo correu bem, há alguém de quem gostamos à nossa espera nas chegadas.
Descem a rampa mais devagar do que seria de esperar...prolongar o reencontro, ou melhor, os segundos antes de um abraço.
E depois há sempre abraços, há mil histórias para contar,enfim a chegada.
Este lado é muito mais feliz do que as partidas.Para quem não foi.