segunda-feira, julho 16, 2007
50 Minutos
domingo, julho 01, 2007
Coisas que acontecem na Baía
- Sim, é o campeonato mundial de vela.
- E sabe até quando é que é? Uma amiga minha vai chegar dos Estados Unidos e queria saber.
- Tem lume? Só começa na 3ª feira, mas vai até meio do mês. Porque é que tem uma guitarra?
- Sou músico. Passei aqui e pensei: se começar a tocar para esta miúda, pode ser que ela me caia nos braços.
- Não me parece.
- Como é que se chama?
- Vera. E você?
- Nuno.
- Não quer tocar qualquer coisa?
- Sim. Se não gostar pode gozar comigo, se gostar pode dar-me um beijinho.
- Também não me parece. Toca em algum sítio?
- Toco numa escola, num hospital e num lar de velhinhos. Não toco em sítios mais comerciais. Mas devia. Escrevi um livro, tinha aqui dois, podia dar-lhe um, mas dei agora a amigos meus.
- Também escreve? O quê?
- Sim, escrevo poesia. E também ilustro.
(Eu Sei que vou te Amar, Caetano Veloso)
- Porque é que estás sentada neste muro sozinha?
- Estou à espera de um amigo meu.
- Estou agora a vender um cd, também não tenho aqui nenhum. Ainda não percebi porque é que estás aqui sentada.
- Estou a trabalhar no campeonato, mas já me vim embora e agora estou à espera de um amigo meu. Se alguém atirar moedas, dividimos os lucros.
- Está bem.
...
- Vera, vou-me embora. Um dia encontramo-nos outra vez por aí.
- Adeus, obrigada pela música.
- Adeus.
quinta-feira, junho 28, 2007
Mãe grande, Filha pequena
terça-feira, junho 26, 2007
5
Lembram-se quando éramos iguais? Vestidas de igual? Umas mais contentes do que outras, mas iguais. Lembram-se que tínhamos um príncipe que nos salvava do que quer que fosse preciso, que nos levava para cima ao colo quando estávamos a dormir (e éramos cinco! Ele era mesmo forte!!)? Lembram-se que quase lutávamos para ver quem era a preferida, quem é que ficava no meio, quem é que ficava com a almofada melhor (a do príncipe, claro!)?
Acordávamos cedo no Verão e havia mil cores para ver naquela caixa, ficávamos coladas pelo calor, chega-te para lá que estás no meu espaço! tira os pés de cima de mim! essa almofada é minha!! E às vezes os grandes acordavam muito chateados porque se tinham deitado tarde e nós tínhamos feito barulho! E quando havia crocodilos no mar? Tínhamos de saltar de ilha em ilha sem sermos apanhadas (mas se alguma fosse apanhada, estavam lá as outras para salvar). Lembram-se? Não te armes em grande! Não és minha mãe!!! E as viagens? Umas que achavam que tinham direito a lugares marcados só porque "enjoavam"... uns quilómetros depois já dormíamos na parte de trás, fazíamos autênticas cabanas, mas giro mesmo era quando a mãe também fazia cabanas connosco para dormir lá atrás! E uma crescida, mas uma de nós, ia à frente com o pai (Eu!! Eu!!). O cheiro da chegada ao Algarve, sempre à noite (porque nunca saímos de casa antes do almoço, como se pretendia, mas lá para as seis da tarde). E os primos. E as férias em Sintra, cabanas diferentes todos os dias, e jantares de domingo, e mais primos, e não queremos ir para a praia porque as ondas são muito grandes e está frio! Ficamos aqui para subir ao Castelo dos Mouros, apanhar maçãs, pedir boleia de mota ao Avô, ir encher a barriga de travesseiros se já fossemos das crescidas. Lembram-se de nós assim? Eu não me lembro de sermos três, mas lembro-me quando chegou a Quinta, era muito encarnada.
E agora já somos grandes. Umas de nós saem de casa, saem até de Portugal. Outras geram crianças, logo todas ganham um novo estatuto social. Umas preparam-se para ser a base de milhões de pequenos infantes, e outras treinam o seu sorriso de estrelas.
Estamos crescidas, mas estamos iguais. E continuamos iguais umas às outras. E adoramo-nos e suportamo-nos quando é preciso, e mesmo quando uma está mais longe, somos todas. E divertimo-nos tanto, não acham? Mesmo quando abusamos das coisas umas das outras ou uma está mais em baixo ou mais mal disposta. Vocês são as minhas pessoas preferidas, são todas as minhas sisters-best-friends (sim, até tu!).
E somos o orgulho de um príncipe que agora passou o rio, mas que continua aqui em nós todas. E tenho o maior orgulho de sempre em vocês e em nós todas.
Nem todas temos uma cicatriz abdominal em comum, mas é como se tivéssemos.
segunda-feira, junho 25, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
Racionalizando
quinta-feira, junho 07, 2007
CLICHÉ [II]
domingo, junho 03, 2007
Futura Morada

sábado, junho 02, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
CLICHÉ [I]
Does anyone get me when I make this bullshit small talk, talking in circles, meaning the clearest simple thing that noone understands?
quinta-feira, maio 03, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
ERASMUS

É verdade!! É mesmo verdade. Nem quero acreditar que vou viver um ano em Paris, CAPITAL DO MUNDO!! A Gui, tão querida, mesmo antes de saber que a resposta era sim, trouxe-me um livro-guia de Paris, mesmo giro, muito completo. É folhear o meu livrinho novo e ver-me a passear nesta cidade, rua por rua, museu por museu, conhecer Paris melhor do que conheço Lisboa.
Tudo o que eu queria, mesmo o que eu estou a precisar: sair deste mundo do tamanho de uma noz, descobrir, melhor ainda do que com o Brasil e Stuttgart, que o mundo é imenso e há milhões de pessoas para encontrar, para eu conhecer. Claro que ao mesmo tempo estou assustada (o mundo é tão grande, assusta mesmo!!), mas tenho a certeza que vou ser capaz, que vou ser mesmo crescida, que vou CRESCER. Tanto! Este é o meu sonho. Já começou a realizar-se. Estou feliz (ainda por cima o meu carro voltou hoje da oficina, está lindo outra vez!).
Paris, até já!
segunda-feira, março 26, 2007
sábado, março 10, 2007
Siri Hustvedt

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

quarta-feira, janeiro 17, 2007
quinta-feira, novembro 30, 2006
Os Homens da minha Vida
És o amigo mais querido, e também o mais ausente. Fisicamente, só. És uma gargalhada contante, e é nisso que me tansformo quando estou contigo. Adoras-me e admiras-me, mas na verdade, quase não me conheces. Nem eu a ti. És platónico e, portanto, perfeito. Estás na minha vida desde sempre, vais estar para sempre. Quero ser igual a ti, mas não sou nem vou ser, porque tu és pureza.
Amas-me e admiras-me como ninguém, sou o teu maior orgulho, a tua obra. Foste o meu herói até deixares de o ser, e depois do ódio voltou o amor incondicional, mas recheado de amizade cúmplice. estás longe, e isso custa-te, adoras quando aí vou. Finges que não percebes as minhas motivações, mas eu sou igual a ti, por isso conheces-me melhor que a ti mesmo.
Foste o amor-ódio de anos, e continuas a ser. Amas-me, mas não me respeitas, por isso nunca mais me terás. Tomaste-me por garantida, e isso traiu-te, e afastou-me de ti. O meu maior sempre foi ajudar-te, mas nunca deixaste, por isso nunca vais mudar. Na verdade, continuas a ver-me como tua. Não percebes que nunca fui. Só quero que sejas feliz. Não és. Sou melhor sem ti.
Somos tão diferentes, e tu vês essa diferença, que me faz ser arrogante sem to mostrar - mas conheces-me tão bem! Acreditas no meu valor, que não conheces. Adoro-te e tenho saudades todos os dias, apesar de nem sempre conseguir mostrar.
Foste o primeiro dos primeiros, e hoje não nos conhecemos. És um estranho, eu sou uma desconhecida. Não foi por quereres, mas és fraco demais para assumires que tens saudades minhas, que fui importante, e que a minha amizade te faz falta. Não me lembro de ti, mas acima de tudo, já me esqueci de Nós. Tu também, provavelmente.
És desejo, és acaso, és intenso. Nunca funcionou quando combinámos, e isso libertou-me do sentimento que teria surgido. Não te conheço e não me conheces, mas não me resistes, eu a ti menos ainda. Penso em ti porque me apetece, mas não pensas em mim. Quero encontrar-te, mas não quero, porque sei até onde iremos. E não quero. És a casca que eu quero, a força, o abraço não sentido. Foste verão e noites quentes de cabeça fria. Agora não és nada, mas só até à próxima vez. Eras nada, agora és Homem.



